Covid: Número de velórios realizados em Minas cresceu 45% em abril

Foram, em média, 290 enterros por dia só de vítimas da Covid, um total de 8.713
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Com recorde de sepultamentos, Minas enterrou em abril, o pior mês desde o início da pandemia de Covid-19, 8.713 corpos de vítimas da doença. Foram, em média, 290 enterros por dia apenas de pessoas contaminadas pelo coronavírus. Segundo o Sindicato das Empresas Funerárias e Congêneres na Prestação de Serviços Similares de Minas Gerais, o último mês registrou um aumento de 45% no número de velórios realizados no Estado.

“Abril superou o mês de junho, que, até então, tinha sido o pior”, garantiu o presidente da entidade, Daniel Pereirinha. Segundo ele, em alguns dias do mês, a média diária de sepultamentos teve alta de 150% em relação à média diária de 2020. No ano passado, 14.668 pessoas foram enterradas no Estado por conta da Covid-19. Já nos quatro primeiros meses deste ano, 24.246 enterros de vítimas da doença foram realizados em Minas. No mesmo período de 2020, 289 corpos foram sepultados. 

“Os números de óbitos são muitos sazonais, há picos, mas a percepção que temos é que vem caindo. Nós estávamos preparados para que o cenário fosse pior, mas, felizmente, não foi”, afirmou Pereirinha, destacando que, apesar do aumento vertiginoso no número de mortes, não houve risco de falta de jazigos ou caixões no Estado. “Às vezes, temos problemas em alguma região específica, mas é algo mais relacionado à logística”, pontua. 

Capital. Em BH, em abril, a média de enterros de mortos por Covid chegou a quase 44 sepultamentos por dia, segundo a Central de Informações do Registro Civil (CRC). Foram 1.312 sepultamentos na capital no último mês, contra 1.096 em março. Em fevereiro, o número de velórios na capital era de 397. 

De acordo com o CRC, a quantidade de enterros de vítimas da doença, de janeiro a abril, em BH, já superou todos os óbitos registrados em 2020. Nos quatro primeiros meses deste ano, foram 3.326 sepultamentos na capital contra 2.630 em todo o ano passado. No Cemitério Parque Renascer, em Contagem, na região metropolitana, segundo o gerente operacional, Marcos Santos, o pico de sepultamentos ocorreu em dezembro e março, com o aumento de 40% nos enterros. “Construímos jazigos ao longo do ano. Então, não tivemos que construir extras”, disse.

Maio já tem 819% mais sepultamentos

Somente nos 11 primeiros dias de maio, ocorreram1.223 sepultamentos em Minas. Segundo a Central de Informações do Registro Civil, o número é 819% maior do que o registrado no mesmo período de 2020, quando aconteceram 144 enterros de vítimas da Covid. 

Em BH, a situação não é diferente: em menos de duas semanas, foram 266 enterros contra 28 de pessoas com coronavírus no ano passado. Segundo a Fundação Municipal de Parques e Zoobotânica, de janeiro a abril deste ano, registraram-se 4.837 enterros nos cemitérios municipais. A média diária, segundo a prefeitura, está em 40,3 neste ano.

A PBH informou que precisou aumentar o número de jazigos nos quatro cemitérios públicos da capital. “Com a pandemia, foi necessário ampliar o quantitativo disponível”, diz nota.

PBH faz reserva técnica

Segurança. Segundo a PBH, são deixadas cem gavetas disponíveis para enterros de forma preventiva. “A Fundação de Parques e Zoobotânica mantém o monitoramento diário de vários indicadores e do boletim epidemiológico para COVID-19 e, caso necessário, as estratégias são revistas”. 

Neste ano, já foram abertas 4.263 gavetas entre reformas e construções nos quatro cemitérios públicos de Belo Horizonte. Segundo a prefeitura, entre os sepultamentos realizados em janeiro, a maior parte foi realizado em jazigos/gavetas reformados ou construídos em dezembro.

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Apoio:

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis

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