Família é presa em operação que apura furto de gados e homicídios no Norte de MG

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Nove pessoas foram presas nesta terça-feira (18) na operação Boi de Ouro da Polícia Civil que visou investigar o furto de gados e a ocorrência de homicídios nas cidades de Janaúba, Jaíba e Verdelândia, no Norte de Minas. Ao todo foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, além de sete de prisão, mas duas pessoas também foram presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições.

Entre os investigados, estão fazendeiros e um vereador da mesma família, além de vaqueiros que trabalhavam para eles. De acordo com a Polícia civil, a investigação teve início há seis meses com a apuração de dois homicídios ocorrido em Janaúba em 2017 e 2019. Nessas ocasiões, dois vaqueiros de 30 e 35 anos foram mortos sob o pretexto de “queima de arquivo”, já que os dois faziam parte da organização criminosa especializada em furto de gados.

“Quando se recusaram a continuar nessa empreitada criminosa, a família, com receio de ser delatada, encomendava os homicídios. Dessa forma, os integrantes poderiam continuar praticando seus crimes sem contratempo”, explica a delegada Bruna Barros, titular da Delegacia em Jaíba.

Outro homicídio que envolve a família ocorreu em 2021, no município de Jaíba, tendo como mandantes a família investigada. A motivação foi ensejada por vingança. Segundo a Polícia Civil, um dos irmãos, líder da organização criminosa, foi vítima de homicídio no ano de 2020, quando praticava furto de gado. A morte do ente despertou a fúria da família, que, por retaliação, encomendou a morte do suspeito pelo valor de R$ 20 mil.

Patrimônio

O patrimônio adquirido por meio de crimes e fraudes possibilitou aos investigados uma vida de ostentação, com um acervo milionário. Com as vendas dos produtos de furto, destinados a abastecer o comércio de carne nas cidades da região, o grupo atingiu um enriquecimento fraudatório.

Apreensão

Durante a operação, foram apreendidos RS 100 mil em espécie, eletrônicos e joias, além de duas polveiras, duas pistolas 9mm, um revólver calibre 38 e munições. Dos nove suspeitos detidos, sete foram presos em virtude de mandados de prisão temporária, expedidos pela Justiça em Jaíba após representação da PCMG, no âmbito do inquérito policial. Eles foram encaminhados ao sistema prisional. Quanto aos dois autuados em flagrante, conforme previsão legal, foi estabelecida fiança e eles efetuaram o pagamento.

Boi de Ouro

A operação foi batizada como Boi de Ouro, pois refere-se ao apelido de uma das lideranças da organização. Pelo calendário chinês, 2021 é o ano do boi. Este ano começou no dia 21 de janeiro, aniversário de morte de um dos líderes do grupo criminoso.

Equipe

Participaram da operação Boi de Ouro 105 policiais civis lotados em delegacias ligadas à Regional em Janaúba, assim como em Montes Claros. Os trabalhos contaram ainda com o auxílio do Canil do Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar em Belo Horizonte, do 4º Comando Operacional de Bombeiros Militar em Montes Claro, além do apoio da equipe da Coordenação Aerotática (CAT) da Polícia Civil, que disponibilizou um helicóptero. Também foram empenhados quatro drones e 29 viaturas policiais. 

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Apoio:

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis

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