João Lyra morre aos 90 anos em decorrência da Covid-19

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João Lyra tinha 90 anos e foi um grande empresário do setor sucroalcooleiro | Foto: Reprodução
João Lyra tinha 90 anos e foi um grande empresário do setor sucroalcooleiro | Foto: Reprodução

Morreu, aos 90 anos, o ex-deputado federal, advogado e usineiro João José Pereira de Lyra — conhecido nacionalmente por ser um dos deputados mais ricos a tomar posse no Brasil. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (13.ago.2021).

No dia 26 de julho, João Lyra chegou a receber a extrema unção realizada por um religioso, em um hospital particular de Maceió. João Lyra estava internado desde a ultima sexta-feira (23.jul.2021), por complicações da covid-19.

Conhecido coronel no Estado de Alagoas, João Lyra foi eleito deputado federal por dois mandatos — sendo eleito em 2002 e depois em 2010. Disputou uma milionária eleição, onde pleiteava o governo de Alagoas, mas foi derrotado por Teotônio Vilela Filho, do PSDB.

Lyra comandou um império que englobava usinas sucroalcooleiras em Minas Gerais e Alagoas, além de uma empresa de táxi aéreo, uma empresa de comunicação, uma fábrica de adubo e uma concessionária de veículos. A ruína do grupo, decretada pela falência em 2014, deixou milhares de trabalhadores desempregados e sem receber seus direitos — acumulando uma dívida de cerca de R$ 2 bilhões.

Vida e carreira de João Lyra

Filho de Salvador Pereira de Lyra e Maria da Conceição Diniz Pereira de Lyra. Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Alagoas é advogado e empresário do setor sucroalcooleiro sendo fundador e presidente do Grupo João Lyra.  Em Alagoas foi presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar do Estado (1971-1974), conselheiro da Associação Comercial (1994) e é presidente da Associação dos Produtores Independentes de Açúcar e Álcool desde 1995.

João Lyra foi sogro de Pedro Collor, irmão do ex-presidente do Brasil, Fernando Collor de Melo.

Em 4 de abril de 2016, foi divulgado pelo jornal El País que João Lyra tem contas em empresas offshores no exterior abertas pela companhia panamenha Mossack Fonseca, especializada em camuflar ativos usando companhias sediadas em paraísos fiscais. O Tudo Em Dia publicou o caso à época.

Os arquivos da empresa Mossack Fonseca, com sede no Panamá, apontam que o escritório panamenho criou ou vendeu empresas offshore para políticos brasileiros e seus familiares. João Lyra aparece na lista.

Chamam-se popularmente de offshores as contas bancárias e empresas abertas em paraísos fiscais, geralmente com o intuito de pagar-se menos impostos do que no país de origem dos seus proprietários.

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