Mourão está ‘no limite da tolerância’ com Bolsonaro, diz colunista

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Amilton Mourão | Foto: Foto: Bruno Batista /VPR (FP)
Hamilton Mourão | Foto: Foto: Bruno Batista /VPR (FP)

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) estaria “no limite” de sua tolerância com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo o colunista Lauro Jardim, o general admitiu a insatisfação com o capitão da reserva em conversas reservadas nos últimos dias. A relação entre os dois não é das melhores há um tempo.

O  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) debochou do vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão (PRTB), em uma mensagem compartilhada aos seus contatos no WhatsApp na tarde do último sábado (14). As informações são do jornalista Guilherme Amado.

Na publicação, Bolsonaro compara Mourão consigo e com o atual ministro da Defesa, general Walter Braga Netto. O detalhe fica por conta da imagem escolhida para representá-los. Enquanto Bolsonaro e Braga Netto estão de terno e com suas respectivas faixas representativas, Mourão está sem camiseta, de boné e óculos escuro. Veja:

Reprodução Bolsonaro zomba de Hamilton Mourão em publicação no WhatsApp
Reprodução
Bolsonaro zomba de Hamilton Mourão em publicação no WhatsApp

No final de julho, Bolsonaro comparou o papel de Mourão a um cunhado que “tem que aturar” e disse que o general “por vezes atrapalha” seu governo.

No dia seguinte, o chefe do Executivo recuou, alegando que o general “não tem atrapalhado em absolutamente nada”. Ele, porém, já disse publicamente que não deve contar com Mourão para compor a chapa que deve tentar a reeleição.

Mourão, por sua vez, evita entrar em conflito com o presidente. Após a declaração de Bolsonaro comparando-o a um cunhado, o vice disse ser leal ao presidente e que não comentaria suas falas. Ele também negou renunciar ao governo, dizendo que permanecerá até o fim.

Além das críticas de Bolsonaro a ele, o general também estaria incomodado com os ataques de Bolsonaro às instituições democráticas e a outros poderes. Após o desfile com tanques em frente à Esplanada dos Ministérios,  o general se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso e descartou qualquer possibilidade de golpe.


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