A instabilidade registrada, nesta segunda-feira (4), nas redes sociais do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, que integram o mesmo grupo comandado por Mark Zuckerberg, tem impactado as vendas, principalmente, de lojas virtuais que usam as plataformas para comercializar os produtos. Só em Belo Horizonte, a estimativa é que pelo menos 52% dos empresários utilizam as mídias sociais como canais de venda, de acordo com o Sindicato dos Lojistas de Comércio da capital (Sindilojas-BH). No Brasil, esse número chega a 70%.

Em pouco mais de três horas de pane, a estimativa, segundo o presidente da entidade, Nadim Nonato, é que os lojistas tenham prejuízo de pelo menos 7% a menos do faturamento diário. “O prejuízo é inevitável, a sorte é que estamos com o comércio aberto. Se fosse no auge da pandemia, o cenário poderia ser ainda pior. Agora, pelo menos, as pessoas ligam e tentam continuar os pedidos ou vão pessoalmente, mas certamente os empresários perdem muitos contatos importantes, porque muitas pessoas acabam desistindo da compra se não for algo urgente”, analisa Nonato.

Magazine Brasil Líbano Dia dos Pais

A empresária Ana Carolina Almeida, 43, tem uma loja de eletrônicos com atendimento exclusivamente online. Desde às 12h30, ela não tem conseguido contato com nenhum cliente e as vendas estão zeradas. “Meu canal é o Whatsapp e o Instagram, o telefone que eu uso é só para mensagem, não atende chamadas. Minha loja é virtual, nem se os clientes tentarem falar comigo eles conseguem, viramos refém”, lamenta a lojista, que estima um prejuízo na ordem de R$ 10 mil só no dia de hoje. “Fico sem saber o que fazer, porque ter loja física não compensa pelo tanto de impostos, eu tinha e fechei na pandemia e estava dando super certo só no online. Vamos ter que criar um site, ter um telefone fixo para amenizar essas situações”, avalia.

A confeiteira Gisele Furtado, 35, tem uma doceria no bairro Prado, na região Oeste de Belo Horizonte, há 10 anos. Mas mesmo com uma loja física, a maioria das vendas, segundo ela, é online. Os pedidos pelas redes sociais representam 65% do faturamento. “Na pandemia mudou muito o perfil do cliente. Como ficamos muito tempo fechados, fizemos um marketing forte para as mídias digitais e nosso público aumentou muito, expandimos muito o leque de clientes. Se antes atendíamos só a região, hoje, atendemos quase todos os bairros. Mas querendo ou não, virei refém dessas redes e agora estamos amargando”, conta ela, que já contabiliza prejuízo de 30% por conta da pane nas redes sociais.

CCAA Capinópolis

O mesmo acontece com a esteticista, Silvia Couto. Sócia de uma clínica de estética em Contagem, na região metropolitana, ela tem tido dificuldades para atender os clientes por telefone. “O telefone virou uma loucura, todo mundo ligando. Está difícil atender todo mundo, porque no whatsapp eu conseguia deixar uma pessoa atendendo na versão mobile e outra web, agora, um telefone não dá conta. Sem contar, que por conta dessa instabilidade, muitos estão desmarcando não sei porque, o problema é online, presencial, estamos firmes”, brinca a empresária. 

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis
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