Três homens invadiram um ônibus da linha 4102 (Bairro Aparecida/ Serra), no ponto final do coletivo, no bairro Aparecida, região Noroeste de Belo Horizonte, e colocaram fogo no veículo, na noite desta terça-feira (5). Eles deixaram uma carta com o motorista do ônibus pedindo ao governador Romeu Zema que sejam retomadas as visitas aos detentos no sistema prisional de Minas Gerais

De acordo com o boletim de ocorrência, o motorista contou que estava junto com um passageiro no coletivo quando o trio chegou, no ponto final, e exigiu que eles deixassem o local, porque colocariam fogo no ônibus. Eles disseram que estavam armados e, mesmo não tendo visto a arma, o motorista e o passageiro ficaram com medo e desceram.

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Ao motorista foi entregue uma carta. Os suspeitos pegaram um galão de gasolina e jogaram na parte exterior, frontal e na escada do ônibus. Na sequência, eles colocaram fogo. O trio fugiu e não foi mais encontrado. O condutor do ônibus viu que o fogo não tinha se alastrado. 

Ele saiu andando pela marginal do Anel Rodoviário e se encontrou com guardas municipais que faziam uma ronda preventiva. Os guardas foram até o coletivo e constataram que o fogo danificou apenas o para-choque dianteiro. A ocorrência foi levada para a Delegacia de Polícia Civil 4, no bairro Alípio de Melo, na região Noroeste da capital.

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A carta também foi entregue para a Polícia Civil para investigações. No documento, os presos reclamam que tudo já voltou ao normal, menos as visitas no sistema prisional. Eles dizem também que eles e os agentes já estão vacinados e ameaçam continuar queimando coletivos até terem uma resposta satisfatória. 

O que diz a Sejusp 

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que está ciente da ocorrência e que por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), acompanha e colabora com as investigações, que estão a cargo da Polícia Civil. A partir das apurações será possível afirmar se realmente há relação entre a ocorrência e o sistema prisional. 

“Destacamos que, no momento, por estarem todos os presídios e penitenciárias na onda verde, as unidades prisionais já realizam as visitas presenciais, mas sem entrega de pertences ou alimentos. Contudo, as visitas seguem protocolos sanitários que incluem distanciamento e redução do tempo permitido – podendo durar até 3h a visitação. As visitas presenciais foram retomadas em setembro de 2020 de forma gradual, de acordo com as ondas do Plano Minas Consciente de cada macrorregião do Estado”, informou a Sejusp. 

“Cabe destacar que a Sejusp e o Depen-MG reconhecem a visitação como um direito, bem como sua importância para garantir o fortalecimento de vínculos dos custodiados com seus familiares. A decisão sobre o retorno completo das visitas, no entanto, não depende exclusivamente do Depen-MG. Tal medida é feita de acordo com negociações entre o departamento e os órgãos da Saúde, do Poder Judiciário e do Governo Estadual. Ressaltamos que o Depen-MG já está em tratativas com as demais instituições para a nova resolução relativa ao retorno total das visitas em todo o Estado, da forma como eram praticadas anteriormente à pandemia”, complementa a nota.

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis
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