A Polícia Civil de Minas Gerais fechou um local que era destinado à aplicação do “golpe do motoboy”, em um prédio de luxo no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte. Quatro pessoas foram presas, sendo três homens e uma mulher com idades entre 22 e 28 anos. A ação foi na última quarta-feira (6), mas foi divulgada em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (8). 

Os suspeitos vieram de São Paulo e alugaram o imóvel por uma temporada com a intenção de aplicar os golpes. Estima-se um prejuízo de R$ 250 mil a oito vítimas identificadas até o momento. Somente um idoso, de 78 anos, perdeu R$ 94 mil, depois que os suspeitos fizeram saques e transferências. 

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O grupo tinha uma grande estrutura para aplicar os golpes com computadores ligados a outros equipamento que simulavam secretaria eletrônicas de bancos e operadoras de cartão de crédito, máquinas de cartão, cartões de bancos cortados, R$ 9.000 e uma pequena quantidade de droga.

O delegado Wesley Geraldo Campos contou que um idoso de 80 anos tinha recebido o golpe justamente na data em que a operação foi desencadeada. “Ele entregou o cartão a um motoboy, tendo tido um prejuízo aproximado de R$ 80 mil. Os suspeitos confessaram participação nos crimes, informaram que vieram do estado de São Paulo e alugaram o imóvel por temporada com o objetivo de aplicar os golpes”, informou o delegado.

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Uma motocicleta utilizada no crime foi apreendida e foram identificados sinais de adulteração. Os suspeitos praticavam o crime desde agosto e há suspeita de que existam mais vítimas, por isso as investigações continuam. 

A Polícia chegou até os criminosos após as vítimas irem a delegacia com imagens do motoboy. Por meio dessas imagens, os investigadores chegaram até o motociclista e ao apartamento de luxo. A região do Buritis foi escolhida por ter muitos idosos, que são alvo mais fácil, e também por também ser um local de alto padrão. 
Os presos responderão pelos crimes de estelionato qualificado e majorado, associação criminosa, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e uso de drogas.

Como funciona o golpe

O suspeito se passa por funcionário de uma instituição bancária ou operadora de cartão de crédito e diz que para as vítimas que elas estão com problemas bancários e para resolver é necessário que elas liguem no número da operadora que fica atrás do cartão. 
Porém os estelionatários seguram a linha e eles mesmos atendem e convencem a vítima a entregar o cartão a um motoboy para resolver o problema. O motociclista pega o cartão e com os dados bancários, os criminosos fazem movimentações na conta da vítima. 

Alerta

O chefe do 1º Departamento de Polícia Civil em Belo Horizonte, delegado Arlen Bahia, reforçou a importância de atenção das pessoas para não caírem nos golpes. “É essencial que as vítimas saibam que nenhuma instituição financeira atua por meio de motoboys. Então, caso recebam ligações dessa natureza, com certeza se trata de um golpe, e a Polícia Civil deve ser imediatamente acionada. Em menos de dez dias, essa é a segunda quadrilha, em casos distintos, que o 1º Departamento desarticulou”, conclui. 

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis
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