Depois de 17 meses fechado, o Palácio da Liberdade, sede histórica do Governo do Estado e um dos mais importantes espaços culturais do Circuito Liberdade, reabriu as portas para visitação do público neste sábado (09). Por causa da pandemia, a reabertura está sendo realizada de forma gradual e, por enquanto, as visitas podem ser feitas apenas nos fins de semana, em grupos reduzidos de até 12 pessoas, com agendamento. Os jardins do Palácio também podem ser visitados. Nesse caso,  o tour cultural é feito em dois grupos com 15 pessoas. 

De acordo com o presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), Felipe Cardoso Pires, o Palácio da Liberdade é protegido como patrimônio cultural do Estado desde 1975 e foi palco de decisões políticas e sociais que marcaram a história do povo mineiro.

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“O Palácio da Liberdade é o primeiro bem cultural tombado pelo Iepha, justamente por ser um símbolo de poder no estado de Minas Gerais. Ele é a representação do poder e é uma alegoria do poder da República em um momento de mudança do Império para um governo republicano, de tendências liberais”, diz.

Segundo ele, dentro do Palácio da Liberdade as pessoas encontram uma arquitetura suntuosa, de estilo eclético com influências francesas, além do um vasto mobiliário original do início do século XX, como cadeiras, vasos, tapeçaria. “São diversos elementos que remetem a como era ocupado esse espaço entre a sua construção e as décadas de 60, 70, que é quando o palácio deixa de ser moradia dos governadores, que passam a morar no Palácio das Mangabeiras”, explica.

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Uma construção interna de grande destaque no Palácio é a escadaria de ferro e mármore, projetada no Brasil e construída nas oficinas Accières Brugges, na Bélgica, com flores e folhagens de ferro batido. Durante a visita, o público pode conhecer seus salões – gabinete, cinema, sala de comendas e retratos dos governadores, salão do banquete – candelabros em bronze dourado, o piso em parquet, seus lustres em cristal, os painéis alegóricos, seus torreões, a beleza da escadaria principal, o rico mobiliário e seu belo jardim, com elementos remanescentes do paisagismo original, como a fonte, quiosque e orquidário. 

Entre os primeiros visitantes do Palácio da Liberdade neste sábado, estava a artista plástica Gláucia França, de 51 anos. Ela veio de Niterói (RJ), com a irmã, a administradora Patrícia França, de 53 anos, para conhecer o Palácio da Liberdade. As duas estavam acompanhadas pela filha de Patrícia, a designer gráfico, Jéssica França, de 29 anos, que mora em Belo Horizonte.

“Eu vim aqui quando era criança e depois não voltei mais. Achei ótimo esse período que estou aqui em BH porque tive a chance de vir visitar o Palácio nesse primeiro dia de reabertura. Minha expectativa é ver os detalhes arquitetônicos, as obras, que eu gosto muito de observar”, disse.

A escadaria suntuosa da entrada do Palácio da Liberdade é uma das memórias fotógraficas de infância que Gláucia tem do espaço. “Fiquei impressionada com a escadaria. Ela é linda. Acho importante a cidade abrir as portas dos espaços culturais para as pessoas, dessa forma que está sendo feita, com grupos pequenos. Arte e cultura é vida”, afirma.

A última vez que Patrícia França esteve no Palácio foi há 10 anos. Hoje, ela pode revisitar o local. “Eu gosto muito da área de botânica então, o jardim foi o que mais me encantou. Eu lembrava muito do coreto. E a parte histórica também é fantástica, lembrei de muitas coisas que eu não sabia da história antiga. É um passeio que recomendo para todas as idades, crianças na fase escolar e os jovens. É muito interessante para conhecer a história de Minas Gerais”, diz.

Moradora da capital, a designer Jéssica França diz que é encantada com o circuito cultural da cidade.  “Eu sou apaixonada com o complexo cultural da Praça da Liberdade. Antes da pandemia, eu vinha sempre fazer visitas frequentes e, inclusive, vim aqui no Palácio em fevereiro do ano passado. É uma experiência maravilhosa, dá vontade de morar aqui dentro. É muito legal vir conhecer realmente onde está a origem da nossa história.  Eu sou encantada com o designer daqui. Cada detalhe tem arte e é maravilhoso”, afirma.

Agendamento
Para visitar o Palácio da Liberdade e os jardins do espaço, as pessoas devem fazer o agendamento pela plataforma Sympla. Os ingressos são gratuitos e as visitas ao Palácio estão disponíveis no sábado e domingo, nos seguintes horários: 10h, 11h, 13h, 14h e 15h. Já o passeio pelos jardins pode ser feito nos horários de 10h15 e 13h15.

As visitas têm duração estimada de 40 minutos e, entre uma e outra, haverá intervalo para limpeza e higienização de todo o ambiente.

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis
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