O governo João Doria (PSDB) vai vender espaço publicitário no Grande Prêmio de Fórmula 1 deste ano para repassar à Prefeitura de São Paulo e pagar a taxa que passou a ser cobrada da cidade-sede pela organização do evento.

É a primeira vez que o modelo é adotado, segundo Vinicius Lummertz, secretário de Turismo do estado. Serão quatro cotas de patrocínio no valor total de R$ 24 milhões.

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Nas últimas corridas, a prefeitura não pagava diretamente à Fórmula 1 nem aos realizadores.

A capital paulista estava isenta de recolher a taxa paga à F1 no contrato de 2014, da gestão Bernie Ecclestone. Em 2016, ele vendeu a FOM (Formula One Management), seu braço comercial, para o grupo americano Liberty Media.

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O acordo anterior terminou no fim de 2020, e um novo vínculo foi anunciado por Doria, agora prevendo o pagamento da taxa exigida pela Liberty.

Na licitação, as quatro cotas de patrocínio poderão ser adquiridas por marcas diferentes ou por intermédio de agências. “Estamos otimizando e maximizando a utilização da exposição da F1 para empresas interessadas e quatro espaços de hospitality e exposição de marca nacional e internacionalmente estimadas em 2 bilhões de pessoas e R$ 1,7 bilhão de valor equivalente de mídia”, diz o secretário Lummertz.

O evento já leva o nome da Heineken, que é patrocinadora mundial. A edição deste ano acontece após uma pausa para a pandemia em 2020 e na sequência de uma queda de braço entre o governador de SP e o presidente Bolsonaro, que sonhava em levar a F1 para o Rio.

O evento é um dos principais geradores de emprego e receitas no calendário do turismo paulistano.

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis
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