O velório da motorista de aplicativo Margarete Nascimento, de 49 anos,  é marcado por comoção e pedido de justiça, em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (13). O corpo da mulher foi encontrado na última segunda-feira (11), pelo Corpo de Bombeiros, em uma ribanceira, na Serra do Rola Moça, na mesma região.

De acordo com familiares da vítima, a suspeita é que o crime tenha sido cometido por algum conhecido da mulher. A Polícia Civil investiga o caso. 

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Nós, da família, temos suspeitas que quem cometeu esse crime bárbaro contra a minha mãe é alguém conhecido. Nós já passamos para a polícia, não podemos falar sobre essa suspeita porque ainda está sendo investigado”, disse uma das filhas da vítima, a atendente Zilmara Nascimento, de 31 anos. “Estamos todos sem chão. Não temos muito o que fazer. A única coisa que estamos pedindo é justiça. Uma mulher maravilhosa que cuidava sozinha da família foi morta. Minha mãe era a melhor mãe do mundo”, completou.

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Mulher trabalhadora

Conforme amigos e familiares de Margarete, ela era uma mulher batalhadora que cuidava sozinha da família. “Minha mãe estava mantendo a casa sozinha. Ela cuidava de mim, da minha irmã e dos cinco netos dela. Ela trabalhava  para colocar comida dentro de casa. Além de motorista de aplicativo, minha mãe também fazia faxina. Não podia ter morrido assim, queremos justiça”, disse, chorando, a filha da vítima Juciara Nascimento, de 28 anos. 

Só trabalhava durante o dia

Conforme relatos de familiares, a mulher se resguardava e só trabalhava como motorista de aplicativo no período do dia. No entanto, na única data que ela resolveu trabalhar no turno da noite, o crime aconteceu. 

“Há uns três meses, minha mãe alugou o carro e começou a trabalhar. Ela sempre se cuidou e se resguardou. No primeiro dia que ela rodou à noite, aconteceu essa tragédia. Minha mãe sempre avisava a gente para onde ela estava indo e se ia demorar. Ela iria rodar só dentro do bairro e não voltou viva”, disse Zilmara. 

Rastreador e câmeras

O rastreador do veículo que a mulher trabalhava ajudou a família da vítima a entender os últimos passos da mulher. Câmeras de vigilância da rua onde o carro foi encontrado mostraram um homem abandonando o veículo, mas a família disse que não reconheceu a pessoa que aparece na filmagem. 

“Com essa imagem mais o rastreador, já sabemos que ele rodou com ela desde a primeira viagem. Vimos que ele parou 30 minutos, depois ele parou mais dois minutos e abandonou o corpo dela na ribanceira. Depois do acontecido, ele ainda rodou e usou o carro até às 22h34. Com certeza ela conhecia ele, porque senão ela não teria rodado”, contou Zilmara. 

Sepultamento

O enterro de Margarete está marcado para a manhã de quinta-feira (14) no interior da Bahia, terra natal da mulher, conforme disseram familiares.

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis
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