PM prende homem que matou professora infantil e filha dela de 5 anos em 2017

No dia 17 de outubro de 2017, a polícia se deparava com um cena macabra no bairro Laranjeiras, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os corpos da professora infantil Jane de Fátima Gandra, de 41 anos, e de sua filha, de apenas 5 anos, eram encontrados em casa com diversos ferimentos por faca. Poucos dias após o duplo homicídio completar quatro anos, a Polícia Militar (PM) conseguiu, finalmente, prender o assassino.

Emanuel Monteiro Caires, de 35 anos, conhecido pelos apelidos de “Baianinho” e “Nino”, foi localizado e preso, nesta quinta-feira (21), no bairro São Pedro, em sua cidade natal, Almenara, no Vale do Jequitinhonha.

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O autor, foragido da Justiça, integrava a lista dos 21 criminosos mais procurados de Minas Gerais. De acordo com a PM, Caires foi encontrado após uma denúncia de que “um foragido de Betim” estaria escondido em uma casa da cidade.

Uma operação foi montada pela corporação e o suspeito localizado. Quando os militares verificaram sua identidade, foi confirmado que havia um mandado de prisão em aberto pelo duplo homicídio. Ele foi levado para a Delegacia de Almenara, e será colocado à disposição da Justiça.

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O crime

A professora Jane e sua filha, Camila Loureira Gandra, de 5, foram encontradas na casa onde viviam, na rua Caramuru, no bairro Laranjeiras, em Betim, após a mãe não comparecer por dois dias na escola onde trabalhava.

Quando a polícia chegou ao local, encontrou a mulher na cama de seu quarto, com 34 facadas no rosto e no peito. Já a criança foi achada na sala da residência, com um corte profundo no pescoço.

“A casa está intacta. Então, tudo leva a crer que seja um crime passional, já que vizinhos disseram que ela tinha um relacionamento recente. A cena que encontramos na casa foi chocante, com sangue para todo o lado. Encontrar uma criança de apenas 5 anos daquela forma, toda ensaguentada, é uma cena que choca a gente. Ficamos todos emocionados. A pessoa que comete um crime desses só pode ser um monstro”, disse, na época, o sargento Cláudio Araújo, do 66º Batalhão da PM de Betim, para a reportagem de O TEMPO.

O crime brutal também assustou vizinhos e familiares de Jane. Segundo um dos irmãos da vítima, o pedreiro Ricardo de Souza Gandra, Jane tinha passado a semana do Dia das Crianças com os pais na cidade natal deles, São Domingos do Prata, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e tinha voltado nesta semana. De acordo com o irmão, Jane era viúva há quatro anos.

O delegado Otávio Luiz de Carvalho, que investigou o caso na época, contou que a Polícia Civil (PC) desconfiou dele pois sua namorada fez um boletim de desaparecimento e, durante a investigação, descobriu-se que Caires mantinha um relacionamento amoroso com a professora assassinada.

“Acreditamos que ele estava com ela por interesse financeiro. Além disso, a vítima contou à colegas que estava com Caires e disse estar temerosa com o relacionamento, porque ele era um usuário de drogas. Na casa dele encontramos sangue espalhado por todo o imóvel e em algumas roupas dele. Também achamos uma faca no tanque da residência. Acreditamos que ele matou mãe e filha, foi para casa tomar banho e, depois, fugiu”, contou o delegado.

Desde 2017 a polícia já suspeitava que Caires teria fugido para Almenara, onde ele nasceu e moravam seus familiares.

A professora assassinada por ele tinha um sonho: terminar a obra da casa onde acabou sendo assassinada. O sonho foi interrompido de forma brutal, mas, agora, quatro anos depois, a família de Jane pode, finalmente, dormir um pouco mais tranquila, sabendo que o “monstro” que matou mãe e filha, como descreveu o sargento, finalmente pagará pelo crime que cometeu.

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis

Fonte: O Tempo