Uberlândia: ex-vereadora Pâmela Volp e filha prestam depoimento

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(Esq) Paula Volp, Pâmela Volp e Lamar Bionda | Reprodução
(Esq) Paula Volp, Pâmela Volp e Lamar Bionda | Reprodução

Uberlândia, Minas Gerais. A ex-vereadora Pâmela Volp e a filha dela, Paula Volp, prestaram depoimento na segunda-feira (8.nov.2021). As duas foram presas provisoriamente durante a Operação “Libertas” que investiga uma organização criminosa no município. O grupo é suspeito de exploração sexual contra travestis e transsexuais e outros crimes.

Também foram apreendidos R$106 mil em dinheiro e encontrados dois carros de luxo, avaliados em quase R$ 1 milhão.

carro de luxo de travesti em udi
Veículos de luxo foram apreendidos | Foto: Reprodução

Apurações do Ministério Público demonstram a existência de uma associação criminosa com base de operação em Uberlândia, voltada a estabelecer o monopólio da exploração sexual de travestis e transsexuais no município e região.

O promotor de justiça do Ministério Público (MPMG), Ricardo Mazini Bassetto, informou que a prisão das três mulheres é temporária por pelo menos cinco dias, podendo ser prorrogada após análises das provas.  

Um dos crimes investigados é o homicídio de uma travesti, que morreu em 2015, em Uberaba. De acordo com Ferraz, o jovem de 20 anos, natural do Acre, teria sofrido com complicações devido a um procedimento realizado com silicone industrial. Ainda de acordo com a justiça, há provas de que o silicone foi implantado a mando da ex-vereadora Pâmela Volp.

Lamar Bionda deve ser ouvida nesta terça-feira (09.nov.2021). Ela também foi presa durante a ação e é investigada no esquema. As três estão presas em Uberlândia.

Agora, o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) irá analisar todo o material apreendido na Operação “Libertas”. 

O esquema

Foi descoberto um esquema que “divide” Uberlândia em duas partes para a exploração sexual das travestis, sendo que existe um acordo entre Pâmela e Lamar Bionda, para cada uma “comandar” uma área da cidade.

“Cada travesti que chega na cidade para trabalhar só pode trabalhar para essas duas pessoas. Se não trabalhar para essas duas pessoas não tem campo para trabalhar aqui. Cada ponto da cidade é cobrado o valor de uma diária.”, comentou o promotor.

Ainda conforme Ferraz, além de pagar R$ 50 pelo ponto de prostituição, as travestis pagam a própria alimentação e moradia. “Caso haja um aumento da dívida por falta de programa ou as pessoas estiverem doentes, algo nesse sentido, a diária é computada independente e aí gera esse valor. Para sair dessa teia tem que pagar, se não pagar aí começa constrangimento, lesão, roubo e por aí vai”, complementou.

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