Cruzeiro: o último ato de Rafael Sóbis e o início de uma nova vida

Rafael Sóbis estava apreensivo antes da partida do Cruzeiro contra o Náutico. Não pelo o que poderia ocorrer dentro de campo, pela 38ª e derradeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A cabeça do experiente atacante de 36 anos estava “virada” para as arquibancadas do Mineirão. Afinal, o que esperar de público em um jogo no meio de semana, à noite, que não vale nada, justo no dia que o camisa 10 estrelado marcou para encerrar a carreira?

A China Azul respondeu: 60.700 torcedores para reiterar o amor ao clube, que vive o pior momento da sua história, e o agradecimento a um jogador que demonstrou profissionalismo, ganhou um Mineiro, duas Copas do Brasil e honrou a camisa. Mesmo quando as pernas não acompanhavam mais o raciocínio rápido e a técnica demonstrados ao longo da carreira.

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E assim foram os últimos minutos do atacante como jogador de futebol profissional. Entrou em campo no segundo tempo e recebeu todas as honrarias que um atleta espera. A presença dos filhos Nicholas e Rafinha, o carinho especial de um dos maiores ídolos da história do clube, o genial Dirceu Lopes, com quem trocou as camisas 10, e aplausos de uma nação azul que sonha com uma nova vida. O mesmo que o atacante projeta de agora em diante.

A partir desta sexta-feira, Rafael Sóbis vai acordar em outro mundo. O par de chuteiras pendurado por ele na corda que sustenta a rede do Mineirão não será mais usado. Talvez, em alguma pelada festiva. Contudo, o que viveu em quase 20 anos como jogador seguirá presente em sua nova vida.

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Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis

Fonte: O Tempo