Capinópolis: após ser demitida, mulher acusa ex-patrão de racismo e agressão; empresário nega

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Foto: Tudo Em Dia
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Capinópolis, Minas Gerais. Uma mulher de 41 anos acusa o ex-patrão de racismo e agressão. Patrícia Dias gravou um vídeo na noite da última segunda-feira (31.jan.2022), logo após a discussão com o ex-patrão, e compartilhou nas redes sociais.

No vídeo, a mulher faz acusações contra o empresário Gianfranco Machiyama, 46 anos, apontando irregularidades no acerto dos 26 dias trabalhados. A mulher alegou ainda que, quando conferia o acerto, o empresário tomou a nota de suas mãos e a agrediu com um tapa no rosto.

A filha da mulher, que é menor de idade, também trabalhou no local por 23 dias.

“A gente veio receber, a nota não confere com o pagamento. Pela reclamação para ele rever a nota e passar o dinheiro para a gente, corretamente, ele tomou o papel da minha mão e bateu na minha cara.”, disse a mulher na gravação.

O caso ganhou repercussão rapidamente.

O Tudo Em Dia conversou com o empresário Gianfranco Machiyama e ouviu sua versão dos fatos. O empresário, que atua no segmento de restaurante, alegou que queria ajudar a mulher, que passava por dificuldades financeiras, devido a isso, a empregou.

“Me disseram que ela estava passando por dificuldades e precisava trabalhar. Eu também estava precisando de funcionários. Em dezembro, demos uma chance de trabalho para a filha dela”, disse o empresário, que completou dizendo que permitia que as duas levassem comida para casa. “Elas podiam jantar [no restaurante] e o que sobrava elas levavam para a casa. Queríamos ajudar”.

Questionado sobre a demissão de mãe e filha, o empresário destacou que — “eu vi que não estava dando certo, a menina só queria ficar no celular, não prestava atenção no serviço. Ela [Patrícia] também começou a ficar só no celular. O combinado era que ela iria ajudar minha esposa na cozinha, a lavar a louça, ajudar a montar as porções. No dia 22 de dezembro, eu cheguei e disse que não precisava que elas voltassem, pois não estava gostando”.

As duas funcionárias receberiam o valor de R$800 caso trabalhassem o mês completo, no entanto, além de receberem proporcionalmente aos dias trabalhados, tiveram R$450 descontados no dia do pagamento. O Tudo Em Dia quis esclarecer quais descontos foram efetuados, já que elas tinham permissão para jantar no local. 

“Elas tomavam chopp e comiam porções quase todos os dias.”, disse o empresário.

O empresário negou qualquer tipo de agressão. “Não teve nenhuma agressão”.

Sobre a acusação de racismo, o empresário questionou  — “Sou decendente de negros, como posso ser racista?”.

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) esteve no local e registrou a ocorrência. No documento, o militar que tomou conhecimento dos fatos afirma que não foram encontradas marcas de agressões na mulher.

Ainda segundo a PMMG, as duas ex-funcionárias reconhecem que consumiram os alimentos e bebidas no local, entretanto, não concordam com o valor descontado.

As imagens do circuito interno de segurança do restaurante serão analisadas, e o caso será encaminhado à Polícia Civil.

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Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis

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