O que significa o encontro de Maria Marruá com o Velho do Rio em ‘Pantanal’

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Surge uma lenda! O capítulo de ontem de “Pantanal” mostrou o nascimento de Juma Marruá, e o encontro entre Maria Marruá (Juliana Paes) e o Velho do Rio (Osmar Prado). Ou seria o encontro entre uma onça e uma cobra?

O Velho do Rio é o místico personagem que surge após o desaparecimento de Joventino (Irandhir Santos), pai de José Leôncio (Renato Góes). Envolto em mistério e uma espécie de entidade que protege o pantanal, o personagem se transformou em cobra quando viu se aproximar o barco com a recém-nascida Juma.

Na versão original do folhetim de Benedito Ruy Barbosa, o Velho do Rio ganha mais destaque a partir da segunda fase. Além de proteger as matas e cuidar dos feridos, ele defende os animais e está sempre de olho na família Leôncio. Não são todos que conseguem vê-lo, mas a lenda também conta que ele é capaz de se transformar em uma sucuri gigante sempre que achar necessário.

Por isso, a pergunta que ficou no ar é: será que ele queria machucar o bebê?

O que acontece no capítulo é que, após dar à luz sua filha, Maria se arrepende da gravidez e decide abandonar a criança, pois não se enxerga como uma boa mãe depois de ter visto seus três filhos morrerem. Tudo isso, do parto ao abandono, acontece sob os olhares do Velho do Rio, que acompanha o desenrolar dos eventos embrenhado pela mata.

Imediatamente após colocar a filha em um barco e empurrá-lo pelo rio, Maria repensa a decisão, e resolve sair correndo para impedir que o barco avance. Quando ela alcança a pequena embarcação, vê que sua recém-nascida corre perigo, pois está diante de uma sucuri gigante, pronta para devorá-la.

É neste momento que Maria “se transforma” em onça, munida do seu instinto protetor para salvar a filha. A onça e a sucuri se encaram por longos minutos, até que o réptil vai embora.

Logo depois disso, o Velho do Rio aparece como a figura humana novamente, e Maria volta a ser Maria.

O momento é importante para a novela. Além de ser um marco para os saudosos da original de 1990, foi a primeira vez que Maria virou a onça, dando origem à lenda que será perpetuada ao longo da trama.

Sabiamente, o capítulo não mostra a metamorfose do Velho do Rio se transformando em sucuri ou de Maria Marruá se transformando em onça. A novela deixa para o espectador a missão de interpretar se se trata de uma metáfora ou se os dois realmente viram aqueles animais.

Mas isso não significa que o Velho do Rio, transformado em sucuri, quisesse fazer mal à criança.

Sua transformação e sua aproximação do barco em que estava Juma foram dois movimentos calculados, que ele fez para que Maria tivesse a atitude de proteger a filha e recordasse de seus instintos maternos.

E, pelo visto, funcionou.

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Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis

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