Ator Milton Gonçalves morre no Rio aos 88 anos

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Milton Gonçalves – Mauricio Fidalgo/Globo

O ator Milton Gonçalves morreu hoje (30.mai.22), aos 88 anos. Segundo familiares, ele morreu em casa por volta de 12h30, por consequência de problemas de saúde que vinha enfrentando desde que teve um AVC.

O ator teve o AVC em fevereiro de 2020, enquanto participava de uma feijoada na quadra da escola de samba Salgueiro, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.
Carreira
Nascido em 9 de dezembro de 1933, em Monte Santo (MG), Milton Gonçalves tem uma longa trajetória como ator e diretor. Antes de iniciar sua carreira artística, porém, foi aprendiz de sapateiro, de alfaiate e de gráfico.

Contratado pela TV Globo em 1965, ele formou o primeiro elenco de atores da emissora, fez mais de 40 novelas é lembrado por personagens marcantes da televisão brasileira, como o Professor Leão do infantil “Vila Sésamo” (1972), o Zelão das Asas, de “O Bem-Amado” (1973), e o médico Percival, de “Pecado Capital” (1975).

Como ator, participou de outras produções, como “Roque Santeiro” (1985), “Tenda dos Milagres” (1985), “As Noivas de Copacabana” (1992), “Agosto” (1993), “Chiquinha Gonzaga” (1999) e mais.

Milton esteve também nas duas versões de “Sinhá Moça”: na original (1986) e no remake (2006), pelo qual foi indicado ao Emmy Internacional como melhor ator. Na cerimônia do evento, ele apresentou o prêmio de melhor programa infantil/adolescente ao lado da atriz Susan Sarandon — essa foi a primeira vez que um brasileiro apresentou um Emmy Internacional.

Já como diretor, sua primeira experiência aconteceu na novela “Irmãos Coragem” (1970), de Janete Clair. Ele também dirigiu os primeiros capítulos da novela “Selva de Pedra” (1972) e “Escrava Isaura” (1976), uma das novelas mais vistas no mundo.

Seu último trabalho na TV Globo foi na minissérie “Se eu Fechar os Olhos Agora”, de 2019. Milton Gonçalves interpretou o menino Paulo na fase adulta. Atualmente, ele está no ar com a reprise de “A Favorita” no “Vale a Pena Ver de Novo”.

Política
Militante do movimento negro, Milton Gonçalves chegou a tentar a carreira política e candidatou-se pelo PMDB a governador do estado do Rio de Janeiro, em 1994. No fim do primeiro turno, porém, o ator teve somente pouco mais de 4% dos votos.

Em entrevista de 2019, ele disse sentir falta de representatividade no governo brasileiro e lamentou não ter mais representantes no país em que mais de 50% é de negros e pardos.

O artista também ocupou outros cargos públicos como a Superintendência Regional da RadioBrás Setor Sul entre 1985 e 1986, membro do Conselho de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, do Conselho de Artes do Paço Imperial do Rio de janeiro e do Conselho Cultural da Fundação Palmares.

Em 2019, Milton também se viu em meio a uma polêmica quando processou o também ator Paulo Betti por racismo, diante de uma fala considerada “infeliz” e que fazia “distinção entre brancos e negros” durante a disputa pela presidência do Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculo de Diversões do Estado do Rio de Janeiro) em junho do mesmo ano.

Homenagem no Carnaval 2022
Neste ano, a Acadêmicos de Santa Cruz, da Série Ouro do Rio de Janeiro, levou a trajetória de Milton Gonçalves para a Marques de Sapucaí.

O enredo fez um paralelo entre a história do ator e diretor e os orixás. Apesar da homenagem, a escola de samba foi rebaixada.

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Apoio:

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis

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