Bolsonaristas e lulistas fazem atos no Dia do Trabalhador, em Belo Horizonte

As praças da Liberdade e Afonso Arinos, localizadas na região Centro-Sul da capital, foram os locais escolhidos pelos manifestantes
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O Dia do Trabalhador é marcado por atos pró-Lula e pró-Bolsonaro, neste domingo, 1º de maio, em Belo Horizonte. As praças da Liberdade e Afonso Arinos, ambas  próximas uma da outra, localizadas na região Centro-Sul da capital, foram escolhidas como palco de protestos.

Na Praça Afonso Arinos, no bairro Funcionários, centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda se concentram no local desde às 9h. Eles protestam contra as reformas Trabalhistas, administrativas, precarização dos direitos do trabalhador e a inflação. Faixas e brados de “Fora Bolsonaro” e “Lula Presidente” também marcam a mobilização. Eles vão seguir em caminhada em direção a Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para  Feira Agroecológica do Movimento dos Sem Terra (MST), onde o ato deve durar até às 17h.

“É um ato de luta e reflexão sobre o que está acontecendo com a classe trabalhadora. E temos vivido um dos piores momentos da nossa história desde 2016 para cá. O ato aqui é das centrais sindicais sobre  o Dia 1° de maio, mas também defendendo a candidatura do Lula à Presidência da República, porque entendemos que o Bolsonaro não nos representa e não fez nada de bom para a classe trabalhadora”, afirma Jairo Nogueira presente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG) 

Um ônibus escolar de papelão com pepitas de ouro escrito “Bolsolão do Busão pra superfaturar quase um bilhão” foi colocado no local. O objeto faz referência aos indícios de superfaturamento na licitação de compra de 3580 ônibus escolares. Após o caso ser revelado pela imprensa, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) recuou e baixou os preços. 

PRAÇA DA LIBERDADE EM VERDE AMARELO

Marcado para ocorrer às 10h, militantes pró-Bolsonaro e entidades de movimentos conservadores da capital se concentraram na Praça da Liberdade. Eles espalharam bandeiras do Brasil,  estiraram faixas em ataque ao Supremo Tribunal Federal, pediram destituição dos ministros do STF, levantaram cartazes pedindo voto impresso. Vários que passavam pelo local buzinavam em apoio ao ato.

Um caminhão de som estacionou de frente a alameda da praça onde militantes e apoiadores dançaram e cantaram jingles em apoio ao presidente da República.

O Hino Nacional foi tocado e cantado como forma de oração; além disso, orações em defesa do cristianismo e como gesto de patriotismo foram realizados. Eles pediram bênçãos a Jair Bolsonaro após rezarem o “Pai Nosso”. Para custear o carro de som alugado, os organizadores pediram doação em PIX para o público presente.

A policial militar reformada, Coronel Cláudia Romualdo, que é uma das organizadoras do evento, comentou que o ato é um apoio ao presidente Bolsonaro e ao Governo Federal. “Em apoio a tantas ações que esse governo tem feito em prol do País. Nós também estamos aqui para defender a nossa liberdade. Um povo sem liberdade, é um povo escravizado. A liberdade, depois da vida, é o bem mais precioso que nós temos”. Ela também definiu liberdade como o direito de ir e vir, liberdade de expressão, livre manifestação dos pensamentos e de professar a fé.

Sobre o Dia do Trabalhador, ela comentou que Bolsonaro foi um dos líderes mundiais que na Pandemia lutou pelo trabalho. “Ele lutou para que as pessoas tivessem condições de sobreviver com dignidade”, acrescentou.

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Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis

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