Polícia Civil aponta que cerveja adulterada causou doença misteriosa em BH

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A doença misteriosa que vitimou fatalmente um homem de 55 anos e deixou outras oito internadas, parece ter sido descoberta. Segundo laudo preliminar divulgado na noite da última quinta-feira pela Polícia Civil, o ponto comum entre as vítima foi o consumo de uma cerveja produzida pela cervejaria Backer. Uma substância tóxica foi encontrada na bebida e estaria estaria em dois lotes da cerveja Belorizontina.

Apesar de a substância tóxica ter sido encontrada em garrafas do produto, as autoridades ainda não cravam que a contaminação tenha ocorrido na cervejaria.

Polícia Civil e a vigilância sanitária informaram, em pronunciamento nesta noite no Instituto Médico-Legal (IML), que perícia em amostras de cerveja encontrou substância tóxica compatível com os quadros clínicos desenvolvidos pelas oito vítimas. O composto orgânico dietilenoglicol, também conhecido como éter de glicol, usado no processo de refrigeração na indústria de cerveja, foi encontrado em dois lotes (L11348 e L21348). A substância é um anticongelante.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), informou que, diante do laudo “que comprova a presença de substância tóxica em cerveja consumida por pacientes internados em estado grave, em Belo Horizonte” convocou a força-tarefa envolvida na investigação “para definição dos encaminhamentos médicos, epidemiológicos e da Vigilância Sanitária”.

Antes de divulgar o laudo, peritos da corporação vistoriaram a sede da empresa de bebidas artesanais, também localizada no Oeste de BH, no Bairro Olhos D’Água. “Nas duas amostras de cerveja encaminhadas lacradas pela vigilância sanitária do município de Belo Horizonte foi identificada a presença da substância dietilenoglicol em exames preliminares”, diz o laudo.

As garrafas de Belohorizontinas ainda comercializadas nas três unidades de supermercado em Belo Horizonte, devem ser recolhidas.

NOTA DA CERVEJARIA

A Backer, responsável pela Belorizontina, afirmou em nota que o dietilenoglicol, também conhecido como éter de glicol, não faz parte do seu processo de produção e negou que o produto guarde relação com os sintomas apresentados pelas vítimas.

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Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis

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