| Resumo desta matéria: Uma mulher foi brutalmente agredida pelo ex-marido na madrugada de sexta-feira (17), em Uberlândia. O ato violento ocorreu diante da filha de 9 anos. O agressor, que invadiu a residência por ciúmes, é investigado por tentativa de feminicídio e já possui um histórico criminal. A vítima foi levada em estado grave ao hospital, enquanto a menina, traumatizada, recebe apoio psicológico. O caso levanta uma discussão urgente sobre a violência doméstica e a proteção das mulheres e crianças no Brasil. |
Uma mulher sofreu uma agressão brutal de seu ex-marido na madrugada de sexta-feira (17), no bairro Santa Mônica, em Uberlândia. O ataque ocorreu na frente da filha de 9 anos e é investigado como tentativa de feminicídio. O homem, com antecedentes criminais, invadiu a casa da mulher motivado por ciúmes.
A vítima, em estado grave, foi socorrida e levada para a UTI do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Testemunhas afirmam que o agressor ameaçou cortar a mulher com pedaços de espelho quebrado durante o ataque.
O crime se desenrolou na residência da vítima, que estava separada do agressor há dois anos. A filha do casal presenciou toda a cena. Câmeras de segurança registraram o momento em que o homem pulou o muro para entrar na casa.
Criança é testemunha de violência
Segundo a Delegada Lia Valechi, a situação foi tão grave que a PM precisou chamar o Corpo de Bombeiros para resgatar a mulher. Ela apresentava sérias lesões, com o rosto deformado e várias fraturas pelo corpo.
O agressor também ameaçou a filha, dizendo que a mataria caso ela chamasse a polícia. A menina, assustada, escondeu objetos que poderiam ser usados como armas, que foram encontrados pelos policiais.
Antes de ser contido, o homem humilhou a ex-esposa, obrigando-a a desbloquear seu celular e fazendo videochamadas para contatos dela. A motivação do ataque foi a raiva que ele sentiu ao vê-la com outro homem na noite anterior.
Em abril, a vítima havia solicitado uma medida protetiva, mas desistiu na esperança de reconciliação. Sua irmã informou que a menina já está recebendo apoio psicológico, mostrando que o trauma é profundo.
O agressor foi preso e está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher. O caso é uma triste lembrança da urgência em se combater a violência doméstica no Brasil.


