Menos da metade dos parklets aprovados foram implantados em BH

O alto custo para executar o projeto, é o motivo para o elevado índice de desistência, independentemente da pandemia. Para garantir o funcionamento dos espaços existentes, e a criação de novos, a PBH adotou medidas que auxiliam na redução dos custos para se ter e manter um parklet
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Dos 134 parklets, conhecidos como ‘varandas urbanas’, já aprovados pela PBH, desde a implantação em 2015, menos da metade – 66, foram implantados. O alto custo para executar o projeto, é o motivo para o elevado índice de desistência, independentemente da pandemia.   É o que apontou levantamento realizado pela PBH. 

 Ainda conforme o levantamento, nenhum dos parklets existentes na capital encerraram suas atividades. 53, dos 66, parklets, estão na região Centro-Sul. A única ‘varanda urbana’, temporariamente desativada, é a do supermercado Verdemar, na Savassi, na região Centro-Sul, fechada desde o início da pandemia, pelo próprio estabelecimento, para conter aglomerações, e seguir medidas sanitárias impostas pelos órgãos fiscalizadores municipais. 

Para garantir o funcionamento dos espaços existentes, respeitando as medidas de biossegurança, e a criação de novos, a PBH adotou medidas que auxiliam na redução dos custos para se ter e manter um parklet. “Revisamos alguns trechos do projeto. Desde agosto do ano passado, para construir um parklet o empreendedor pode usar o mobiliário do seu empreendimento, o que contribui na diminuição dos gastos. Não é mais obrigatório as cadeiras e bancos fixos, por exemplo”, esclareceu o   subsecretário de Planejamento Urbano da PBH, José Júlio Vieira.   

Vieira também explicou que os parklets podem ser usados como extensão dos estabelecimentos, o que antes não podia. “Assim fica mais fácil, se manter o espaço, quando ele é agregado ao estabelecimento. O que ainda não podemos deixar, é de garantir a manutenção das medidas de distanciamento social, por meio das fiscalizações”, explicou.   

 
 

Negócio promissor  

Ainda conforme o subsecretário de Planejamento Urbano da PBH, os parklets apresentam o conceito ideal, para a pandemia, em que se preza pelo distanciamento social e o uso devido de espaços ao ar livre. “Com o aumento da demanda de espaços públicos, visando frear a contaminação da Covid-19, os parklets surgem como uma alternativa segura. Diante disso, entende-se que a implantação de novos parklets deve ser incentivada visando estimular com segurança a retomada econômica no município,” comentou Vieira.  

O presidente da Abrasel/MG (Associação de Bares e Restaurantes), Matheus Daniel, corrobora com a afirmativa e acrescenta “A iniciativa tem que virar uma política pública. Uma vez que precisamos ampliar o distanciamento social, nada melhor que utilizarmos bem os espaços livres”, disse.  

 

Pós – pandemia  

Conforme o arquiteto e urbanista, e diretor da BLOC arquitetura, Alexandre Nagawaza,  os parklets também serão um ótimo instrumento agregador para o período pós-pandemia. “Através dos parklets, ou novos tipos de estrutura, seremos capazes de obter maior consciência sobre a qualidade que os ambientes públicos devem ter em nossas vidas”, comentou.  

 
Parklets instalados por região  

Centro –Sul: 53  

Oeste: 4  

Leste: 3   

Noroeste: 2  

Pampulha: 2  

Barreiro: 1  

Venda Nova: 1  

Total: 66 

 

Veja também:

Apoio:

Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis

1
2
3
4
5
1
2
3
4
5
1
2
3
4
5

Bloqueador de Publicidade

Detectamos um bloqueador de publicidade no seu navegador. Por gentileza, apoie o jornalismo independente brasileiro

Refresh

error: A cópia do conteúdo do Tudo Em Dia é proibida